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quinta-feira, 20 de maio de 2010

(IMPERDÍVEL!!) Entenda o problema da bomba no Irã + charge inédita


Entenda a polêmica envolvendo o programa nuclear do Irã
Conheça o lado iraniano e as suspeitas de outros países quanto ao programa de Teerã




O Brasil e a Turquia anunciaram nesta segunda-feira em Teerã um acordo para que o Irã envie urânio para o exterior e receba, em troca, urânio com grau maior de enriquecimento.

O acordo pode ajudar a evitar que o Conselho de Segurança da ONU aprove novas sanções contra o Irã, como defendem os Estados Unidos.

A BBC preparou uma série de perguntas e respostas que ajudam a explicar a complexa situação e a importância do acordo.

O que prevê o acordo?

O Irã enviará 1,2 tonelada de urânio com baixo grau de enriquecimento (3,5%) para a Turquia em troca de 120 kg de combustível enriquecido a 20%.

A troca deverá ter o acompanhamento da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, órgão da ONU).

Para que o Irã quer o combustível?

Para um pequeno reator de pesquisas médicas em Teerã, instalado pelos Estados Unidos há muitos anos. Ele está sofrendo com a falta de combustível, que antes era fornecido pelo exterior.

Qual seria o problema de permitir que o Irã enriquecesse o próprio urânio?

O argumento contrário é de que, com isso, o Irã poderia desenvolver mais sua capacidade de enriquecimento.

Muitos países temem que o país possa evoluir nesse campo até ter condições de construir um dispositivo nuclear, que requer urânio com um alto grau de enriquecimento, de cerca de 90%.

Por outro lado, especialistas ocidentais acreditam que o Irã ainda não tem capacidade de fabricar sozinho as varetas de combustível necessárias para o reator de Teerã.

Isso os leva a questionar a necessidade de o país ter acesso a urânio enriquecido a 20%, usado nas varetas.

O Irã contesta isso e diz que simplesmente precisa de combustível.

Qual era a situação antes do acordo?

No ano passado, os Estados Unidos, a Rússia e a França propuseram retirar do Irã urânio com baixo grau de enriquecimento em troca de combustível com urânio enriquecido a 20%.

A proposta era que o material fosse enviado para a Rússia e a França - onde seria enriquecido e transformado em varetas para uso no reator de Teerã - antes de ser devolvido ao Irã.

O Irã queria a troca de seu urânio pouco enriquecido por urânio mais enriquecido em pequenas quantidades e em seu próprio território, temendo a possibilidade de não receber de volta seu urânio.

Após meses de incerteza, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, parecia aprovar a ideia original em outubro, mas posteriormente voltou atrás e ordenou aos seus cientistas nucleares que seguissem adiante com o enriquecimento de urânio no próprio país.

O Irã diz que, se receber de outro país o urânio enriquecido a 20% para seu reator de pesquisas, não teria a necessidade de enriquecer o urânio.

Governos ocidentais também argumentam que fornecer ao Irã mais combustível não eliminaria a possibilidade de novos enriquecimentos.

Por que o Conselho de Segurança ordenou que o Irã interrompesse o enriquecimento?

Porque a tecnologia usada para enriquecer urânio para ser usado como combustível na produção de energia nuclear também pode ser usada no enriquecimento de urânio ao nível mais alto.

Há receio de que o Irã esteja ao menos tentando adquirir a experiência necessária para que possa, um dia, se quiser, fabricar uma bomba.

O Irã escondeu seu programa de enriquecimento por 18 anos, então, o Conselho de Segurança disse que, até que as intenções pacíficas do programa nuclear do país possam ser estabelecidas por completo, o país deve interromper o enriquecimento e algumas outras atividades nucleares.

O que o Irã diz sobre a produção de armas nucleares?

O país diz que não descumprirá suas obrigações estabelecidas pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT, na sigla em inglês) e não usará a tecnologia para fabricar uma bomba nuclear.

No dia 18 de setembro de 2009, o presidente Ahmadinejad disse à rede de televisão NBC: "Não precisamos de armas nucleares (...) isso não é parte dos nossos programas e planos".

Ele também disse à ONU, no dia 3 de maio de 2010, que armas nucleares são "um fogo contra a humanidade".

Pouco depois, o supremo líder religioso do Irã, Ali Khamenei, que, segundo relatos, teria baixado um fatwa (decreto religioso islâmico) contra armas nucleares, disse: "Nós rejeitamos fundamentalmente as armas nucleares". Ele já havia dito isso em fevereiro deste ano.

Por que o Irã se recusa a obedecer as resoluções do Conselho de Segurança?

Segundo o NPT, países signatários têm o direito de enriquecer urânio para ser usado como combustível na geração de energia nuclear com fins civis.

Estes Estados devem permanecer sob inspeção da AIEA. O Irã está sendo inspecionado, mas não de acordo com as regras mais rigorosas, porque o país não concorda com elas.

Apenas os signatários que já tinham armas nucleares quando o tratado foi criado, em 1968, têm permissão de enriquecer urânio até o nível mais alto, necessário para a obtenção de armas nucleares.

O Irã dizia que estava simplesmente fazendo o permitido pelo tratado e que pretendia enriquecer urânio até o nível requerido para a produção de energia ou outros fins pacíficos. O país atribui as resoluções do Conselho de Segurança a pressões políticas dos Estados Unidos e seus aliados. E argumenta que precisa de energia nuclear e quer controlar o processo por conta própria.

O presidente Ahmadinejad disse várias vezes que seu país não vai ceder à pressão internacional: "A nação iraniana não sucumbirá a intimidações, invasões ou violações de seus direitos".

O que exatamente o Conselho de Segurança e a AIEA queriam que o Irã fizesse?

Eles queriam que o Irã suspendesse todas as atividades de enriquecimento, incluindo a preparação do urânio, a instalação de centrífugas nas quais o gás do urânio é circulado para separar as partes mais ricas e a inserção do gás nas centrífugas.

Os órgãos da ONU também queriam que o Irã suspendesse projetos envolvendo água pesada, particularmente a construção de um reator de água pesada. Este tipo de reator pode produzir plutônio, que pode ser usado como substituto do urânio em uma bomba nuclear.

A AIEA também pediu que o Irã ratifique e implemente um protocolo adicional permitindo inspeções mais minuciosas como uma forma de criar mais confiança.

Que sanções já foram impostas contra o Irã?

Em março de 2008, a ONU impôs uma última rodada de sanções, que incluem a proibição de viagens internacionais para cinco autoridades iranianas e o congelamento de ativos financeiros no exterior de 13 companhias e de 13 autoridades iranianas.

A resolução também impede a venda para o Irã dos chamados itens de "uso duplo" - que podem ter tanto objetivos pacíficos como militares.

Em 10 de junho de 2008 os Estados Unidos e União Europeia anunciaram que estariam dispostos a reforçar as sanções com medidas adicionais.

Treze dias depois, a EU concordou em congelar bens do maior banco iraniano, o Banco Melli, e estender a proibição de vistos para iranianos envolvidos no desenvolvimento do programa nuclear.

Ainda em junho daquele ano, o então representante da União Europeia para política externa, Javier Solana, apresentou, em nome de China, UE, Rússia e Estados Unidos, um pacote de incentivos econômicos ao Irã em troca de garantias de que o país não fabricaria armas nucleares.

A decisão de elevar o nível de enriquecimento de urânio para 20% provocou novas sanções?

Sim. Um dia depois do anúncio do Irã, o governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções, passando a punir quatro empresas ligadas às Guarda Revolucionária do país asiático.

As companhias são ligadas a uma empresa de construção que pertence à Guarda Revolucionária, a Khatam Al-Anbiya, e ao diretor da empresa, general Rostam Qasemi. Os ativos no exterior de Qasemi e das quatro empresas foram congelados.

Segundo o governo americano, os lucros da Khatam Al-Anbiya ajudam a patrocinar os programas nuclear e de desenvolvimento de mísseis do Irã.

Além dos EUA, autoridades da França, da Rússia e da Alemanha também afirmaram que novas sanções seriam necessárias contra o país.

Quais novas sanções seriam possíveis?

A China continua relutante em concordar com novas sanções do Conselho de Segurança. Por isso, uma coalizão de países, que inclui a União Europeia, podem tomar algumas ações separadamente.

Já foi considerado parar a exportação de produtos de petróleo refinado para o país. Apesar da riqueza petroleira, o Irã não consegue produzir uma quantidade suficiente desses produtos sozinho. Apesar disso, há oposição a essa ideia porque poderia afetar a população geral.

Pode haver esforços para conseguir uma proibição para o investimento de petróleo e gás e em negócios financeiros.

Alguns incentivos estão sendo oferecidos ao Irã. Quais são eles?

Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha afirmam que se o Irã suspender o enriquecimento de urânio, podem começar as negociações para um acordo de longo prazo.

A oferta prevê ao reconhecimento do direito do Irã desenvolver energia nuclear para fins pacíficos e o diz ainda que o Irã será tratado "da mesma maneira" que outros Estados signatários do Tratado de Não-Proliferação.

O Irã teria ajuda para desenvolver usinas de energia nuclear e teria garantias de combustível para as usinas. Além disso, receberia concessões comerciais, inclusive o possível fim das sanções dos EUA, que proíbe o país, por exemplo, de comprar novas aeronaves civis e equipamentos para os aviões.

Quais são as chances de um ataque contra o Irã?

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, já falou diversas vezes do que acredita ser uma ameaça em potencial do Irã. Há relatos de que Israel tenha realizado um grande exercício aéreo, considerado um teste para uma eventual ofensiva contra o território iraniano.

O governo de Israel não acredita que os meios diplomáticos forçarão o Irã a suspender o enriquecimento de urânio e não quer Teerã sequer desenvolva capacidade técnica para produzir uma bomba nuclear.

Portanto, a possibilidade de um ataque de Israel permanece.

Afinal, o que, na prática, impede o Irã de fazer uma bomba nuclear?

Especialistas acreditam que o Irã poderia enriquecer urânio suficiente para construir uma bomba em alguns meses. Entretanto, o país aparentemente ainda não detém o domínio da tecnologia para criar uma ogiva nuclear.

Em teoria, o Irã poderia anunciar que está abandonando o Tratado de Não-Proliferação das armas nucleares e, três meses depois de fazê-lo, estaria livre para fazer o que bem entendesse. Mas ao fazer isso, o país estaria sinalizando suas intenções e ficaria vulnerável a ataques.

Se o Irã tentasse obter secretamente o material para fazer uma bomba e o plano fosse descoberto, o país estaria vulnerável da mesma forma. Por isso, alguns acreditam que a ameaça de que o Irã desenvolva uma bomba atômica tem sido exagerada.

Os países que já têm armas nucleares e são signatários do tratado de Não-Proliferação nuclear não se comprometeram a acabar com esses armamentos?

O artigo 6º do Tratado obriga os signatários a "fazer negociações de boa-fé sobre medidas que levem ao fim da corrida armamentista nuclear em uma data próxima e ao desarmamento nuclear". As potências nucleares alegam que têm feito isso ao reduzir seus arsenais, mas críticos alegam que eles, na verdade, não tem seguido no caminho do desarmamento. Analistas também argumentam que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha violaram o tratado ao transferirem tecnologia nuclear de um para o outro.

E Israel, inimigo do Irã na esfera internacional, tem bombas nucleares?

Israel nunca confirmou isso. Contudo, como Israel não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, então não é obrigado a obedecê-lo.

O mesmo pode ser dito da Índia ou do Paquistão, dois países que têm armamentos nucleares. A Coreia do Norte abandonou o tratado e anunciou que também tem a capacidade de ter bombas atômicas.

Em 18 de setembro de 2009, a AIEA pediu a adesão de Israel ao NPT ou que o país permita que suas instalações nucleares sejam inspecionadas.

Israel se recusa a aderir ao acordo ou permitir a supervisão. Acredita-se que o país tenha até 400 ogivas nucleares, mas Israel se nega a confirmar ou confirmar isso. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

ENTENDERAM?? A FONTE DESTA MATÉRIA É http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,entenda-a-polemica-envolvendo-o-programa-nuclear-do-ira,552925,0.htm DO EXCELENTE SITE "ESTADÃO", A CHARGE É MINHA MESMO. ÓTIMA QUINTA AMIGOS!!!


Tópicos: Irã, Programa nuclear, Urânio, Aiea, Internacional, Geral
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sábado, 24 de outubro de 2009

A COMOVENTE HISTÓRIA DO JOVEM CRISTÃO, CHARLIE COULSON


(Fato ocorrido durante a batalha de Gettysburg - guerra civil americana - em 01 de Julho de 1863. Título original: “Charles Coulson, the Cristian Drummer Boy”. Esta história foi publicada em 1893, por S.B. Shaw Plubishers, em New York).


Trabalhei como cirurgião do exército dos Estados Unidos durante a guerra civil. Após a batalha de Gettysburg, chegaram ao hospital vários soldados feridos, entre eles Charlie Coulson. Como ele era muito jovem para ser soldado, pois tinha 17 anos, alistou-se como tamborileiro. (tocador de tambor) Ele chegou com ferimentos graves, sendo necessário amputar-lhe um braço e uma perna. Quando os meus assistentes foram aplicar-lhe clorofórmio para a cirurgia, ele recusou-se e pediu para chamar-me e disse-me: “Doutor, quando eu tinha nove anos, dei meu coração a Jesús e desde então venho aprendendo a confiar Nele. Ele é aminha força, e me sustentará enquanto o senhor estiver amputando o meu braço e a minha perna.” Então lhe pedi para que tomasse um pouco de conhaque. Mais uma vez ele respondeu: “Doutor, quando eu tinha cinco anos, minha mãe se ajoelhou ao meu lado e pediu a Jesus para que eu nunca bebesse um gole de bebida alcoólica. Existe a possibilidade de eu morrer e ir à presença de Deus. O senhor quer que eu chegue lá com bafo de conhaque?”.

Naquela ocasião, eu detestava Jesús, mas admirei a lealdade daquele rapaz com o seu Salvador. Chamei o Capelão, que conhecia bem o moço, pois este freqüentava as reuniões de orações. Disse o Capelão: Charlie estou muito penalizado de vê-lo assim. Charlie respondeu ao Capelão: “Ah, estou muito bem senhor. O doutor me ofereceu clorofórmio e conhaque, mas eu não aceitei, pois quero me apresentar ao meu Salvador em meu juízo perfeito”.

Talvez você nunca morra, disse o Capelão. Mas, se o Senhor o levar, você deseja que eu faça alguma coisa? “Capelão, respondeu o jovem, escreva uma carta para minha mãe e lhe diga que tenho lido a Bíblia todos os dias, e que tenho orado sempre para que Jesús a abençoe.” “Estou pronto doutor. Prometo que não vou nem gemer, se o senhor não me der o clorofórmio”.

Garanti-lhe que não aplicaria a droga, mas, antes de pegar o bisturi, fui à saleta tomar um gole de conhaque Quando pequei a serra para cortar o osso, o rapaz colocou a ponta do travesseiro entre os dentes e sussurrou: “Ó Jesús, bendito sejas! Fica ao meu lado agora”.

O rapaz cumpriu o que prometera; não gemeu. Eu não dormi naquela noite, pensando no rapaz. Pouco depois da meia noite, levantei-me e fui ao hospital. Assim que cheguei, o enfermeiro disse-me: Dezesseis soldados morreram. E Charlie também? Indaguei-lhe. Não, dorme como um bebê. Por volta das nove horas, o Capelão leu trechos das Escrituras pra Charlie e ambos cantaram hinos de louvor. Não consigo entender, doutor, como uma pessoa sentindo tanta dor ainda era capaz de cantar, completou o enfermeiro.

Passado cinco dias, desde que fora operado, Charlie me chamou e disse: “É chegado a minha hora. Creio que não terei mais um dia de vida. Sei que é judeu, e não crê em Jesús, mas gostaria que ficasse ao meu lado e me visse morrer, confiando em meu Salvador”. Tentei ficar, mas não consegui, pois aquele rapaz regojizava no amor daquele Jesús que eu detestava. Passado vinte minutos, o enfermeiro procurou-me no consultório e disse-me: Doutor, Charlie está morrendo e gostaria de vê-lo novamente. Chegando ao quarto, Charlie pediu-me que segurasse a sua mão e disse: “Doutor, amo o senhor porque é judeu. O melhor amigo que eu tive neste mundo foi um judeu”. Perguntei-lhe quem era este amigo e ele replicou: “Jesús”. Quero apresentá-lo a Ele antes de morrer. “Enquanto o senhor me amputava, orei a Jesús pedindo que manifestasse o seu amor ao senhor”.

Aquelas palavras tocaram fundo em meu coração. Doze minutos depois ele dormiu tranqüilo nos braços de Jesús. Durante a guerra, morreram centenas de soldados, mas só compareci ao sepultamento de Charlie Coulson. As últimas palavras daquele rapaz me impressionaram muito. Possuía muitos bens materiais, mas teria dado todo meu dinheiro para crer em Cristo, como ele cria. Contudo, a fé é algo que o dinheiro não compra.

Pouco tempo depois, esqueci o sermão de Charlie, embora não conseguisse esquecer-me do próprio rapaz. Durante dez anos, lutei contra Cristo com todo ódio que tinha por Ele, até que afinal a oração de Charlie foi atendida. Um ano depois da minha conversão, fui a uma reunião de orações no Brooklyn, onde as pessoas davam seus testemunhos. Depois que várias pessoas falaram, levantou-se uma senhora idosa e disse: “Estou com os pulmões muito doentes e pouco tempo me resta”. “É um imenso prazer saber que muito em breve me encontrarei com o meu filho e com Jesús”. E ela continuou; “Ele foi ferido em uma batalha e ficou aos cuidados de um médico judeu que lhe amputou um braço e uma perna. Morreu cinco dias após a operação. O Capelão escreveu-me uma carta relatando o que ocorrera entre o meu filho e o médico em seus últimos momentos de vida”. Ao ouvi-la, não me contive. Levantei-me e fui correndo até ela. Apertei-lhe a mão e disse-lhe: Deus a abençoe, minha irmã! A oração do seu filho já foi atendida. Sou o médico judeu por quem o Charlie orou, e o Salvador dele é agora o meu também. O amor de Jesús cativou minha alma!

Dr. M.L. Rossvallly
Julho de 1863.

FONTE: USINA DAS LETRAS (SIC)

ÓTIMO SÁBADO E ATÉ SEGUNDA GALERA!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

SE VOCÊ AMA SUA FAMÍLIA, LEIA ISSO.

Trechos da palestra ministrada

pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba,

em Curitiba, 23/07/08.

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1. A educação
não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadí-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite.. Nunca.

18. Muitas são desequilibradas ou mesmo loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).
19. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

20. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade paga o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.


Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia..."


SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MANDE PARA SEUS AMIGOS QUE AMAM SUAS FAMÍLIAS!!!
UM FORTE ABRAÇO A TODOS DO MUNDO INTEIRO!!!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O SONHO DA COPA DE 2014 NO BRASIL




Sábado, o canal ESPN Brasil exibiu o especial “Brasil Olímpico: Uma Candidatura Passada a Limpo” com duas horas de duração.
Entrevistaram moradores do Rio de Janeiro sobre o tal legado do PAN, funcionários do COB, atletas, etc. e a conclusão, claro, não me surpreendeu nem um pouco. Apenas fiquei feliz por ver finalmente um canal de TV mostrar o lado B, não só a beleza, os investimentos e todas as “transformações sensacionais” prometidas caso o Rio consiga sediar os jogos de 2016.
Fiz um resumo — difícil foi ser breve — das constatações apresentadas.
No meio do processo do Pan 2007, Carlos Nuzman, sempre ele, decidiu que as obras deveriam ser feitas visando uma eventual realização dos jogos no Rio, ou seja, esqueçam os padrões pan-americanos e pensem no padrão olímpico. Pois bem.
O Parque Aquático Maria Lenk não atende os padrões do Comitê Olímpico e não permite as ampliações necessárias para dobrar o número de espectadores se adequando assim aos padrões olímpicos.
O estádio Engenhão teve o orçamento estourado em 1000%, sim, MIL POR CENTO; e curiosamente a CBF não atestou condições para abrigar jogos do Campeonato Brasileiro. Como assim? Não sei.
Moradores que viviam no terreno onde hoje é o estádio foram expulsos como cachorros, segundo um próprio morador, com promessas de que receberiam casas populares, o que nunca ocorreu.
Outros moradores das proximidades ficaram felizes com as promessas que viriam com a chegada do novo estádio: metrô, mais ônibus, segurança... Realidade de hoje: assaltos aumentaram demais, não teve metrô, ônibus pioraram.
Já os moradores de terrenos próximos à Arena Multiuso foram expulsos de um terreno plano sob argumento de que o lugar seria uma “área de risco”. Hoje a arena foi repassada para o HSBC e só abriga shows, bem caros por sinal. Nada de cumprir as promessas de que as comunidades poderiam usar as piscinas, os campos, as pistas, nada disso. Virou casa de espetáculos.
Na Marina da Glória a obra foi embargada por falta de planejamento. Gasto de 20 milhões apenas para colocar estacas e abandonar tudo.
A ONG Transparência Brasil e o TCU não têm previsão de quando vão fechar a conta do total de gastos, desvios, etc. E falando com sinceridade, um diretor do TCU disse que pessoalmente espera que os culpados pela farra com dinheiro público sejam punidos, mas pessoalmente sabe dos inúmeros recursos que a justiça permite e admite que a punição seja algo para se sonhar. O órgão espera ainda relatórios dos patrocinadores estatais: Caixa, Correios, Petrobras, para saber quanto e como foi investido o dinheiro do patrocínio. Dinheiro de estatal o que é? Público.
Carlos Arthur Nuzman e Orlando Silva foram convocados para depor no Senado. Orlando Silva deu uma desculpa para não comparecer, Nuzman falou por 50 minutos e de imediato disse que precisaria ir embora, pois tinha compromissos e deixou no ar a pergunta de um senador: “se quisermos questionar algo do COB quem responderá?”
Alberto Murray Neto, membro do COB, levou um relatório de mil páginas que segundo ele, mostra a incompetência de Nuzman e a falta de idoneidade do órgão.
O programa abordou também a reeleição suspeita de Nuzman, onde o convite às federações que escolhem o presidente só chegou dias antes. A decisão fora por aclamação, mesmo com alguns membros questionando e pedindo para que fosse por votação. De acordo com a lei, aclamação só se dá quando existe unanimidade, mas segundo o próprio Nuzman, a decisão foi por “meritocracia”. (?!?!)
A construção da Vila do Pan, onde a construtora recebeu mais de 180 milhões do FAT (dinheiro público), vendeu gato por lebre. Prometera quadras, piscinas, etc. Pessoas que adquiriram apartamentos receberam as chaves com inúmeros problemas, obras inacabadas e preço praticamente o dobro do que fora acordado.
Alguns atletas como a Ana Paula, do vôlei, Magic Paula, do basquete, Lars Grael, e dirigentes e políticos como o Senador Álvaro Dias que lembrou o recente apagão aéreo, inclusive comentando as obras para ampliar aeroportos atualmente suspensas pelo TCU por superfaturamento, foram questionados sobre se o país está preparado para ser sede dos jogos. Todos — alguns mais comedidos outros mais sinceros — disseram que para um país onde atletas têm de trabalhar para se sustentar — uns como faxineiros ganhando menos de dois salários mínimos como o boxeador Paulinho Carvalho —, sem poder se dedicar aos treinos, falta muito para ter condição de sediar uma Olimpíada.
Gostaria também de elogiar a lucidez e consciência dos pais de Cesar Cielo (Flávia Cielo e César Augusto Cielo), que contaram que além de a Federação de Esportes Aquáticos não ajudar em nada, ainda ligaram para Cielo que treinava nos EUA bancado por eles, dizendo que se não viesse ao Brasil para “tirar fotos com o presidente e outros dirigentes” num evento que aconteceria naquela data, não o ajudariam no futuro. Mesmo quando Cesar avisou que dali a três dias participaria de uma competição com os melhores do mundo e que precisaria disso para ver como estava sua preparação.
Quanto custará a olimpíada?
Estimativas apontam que se o Rio for candidato, o gasto será em torno de R$ 55 bilhões. De onde virá o investimento? Virá da verba de saúde, de educação, etc.

Frase:
O presidente Lula, claro, joga para a torcida com a seguinte declaração:
“Os jogos já foram realizados nos Estados Unidos, no Japão, na Europa... O que eles têm contra os pobres? O que tem contra o Brasil?”.

Dito isso. Não preciso falar mais nada. Só parabenizo a ESPN Brasil pelo excelente trabalho. Um documentário pra ficar na história do esporte.

Rodrigo Piva - editor do Curiosando.

EU JÁ HAVIA FEITO ESTE DESENHO E AINDA NÃO TINHA UMA MATÉRIA CONDIZENTE, ATÉ ENCONTRAR ESTA DO RODRIGO DO SITE CURIOSANDO. EXCELENTE MATÉRIA, NÃO GOSTO DE ENTRAR EM POLÊMICA, MAS ANDAMOS TÃO SOFRIDOS VENDO DINHEIRO APARECENDO FÁCIL PRA DETERMINADAS QUESTÕES E SUMINDO PARA AS MAIS IMPORTANTES COMO SAÚDE E EDUCAÇÃO QUE FICAMOS INDIGNADOS E PRECISAMOS PELO MENOS DIVULGAR. ATÉ AMANHÃ MEUS AMIGOS!!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009




Obama tem pressa



Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Deputados dos EUA e aliada do presidente eleito Barack Obama, propôs um pacote de duas etapas para revigorar a economia americana. Ela sugere que seja oferecido agora um estímulo entre US$ 60 bilhões e 100 bilhões, seguido de novas medidas no começo do próximo ano, inclusive corte de impostos. Seu partido, o Democrata, ganhou força com a eleição de terça-feira.

Fonte:Blog "Pelos Corredores do Planalto"